O Neuro Pass é um questionário educativo que ajuda você a identificar sinais de neurodivergência em cinco perfis. As perguntas são inspiradas em instrumentos reconhecidos, reescritas em linguagem acessível.
O screening cobre cinco perfis neurodivergentes comuns na população adulta.
TDAH
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade
Perfil neurodivergente ligado a padrões de atenção, foco, impulsividade e regulação de energia. Pessoas com TDAH costumam alternar entre hiperfoco e distração intensa.
Autismo
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Perfil neurodivergente caracterizado por formas particulares de comunicação, interação social, interesses intensos e sensibilidade sensorial. É um espectro amplo e diverso.
Dislexia
Transtorno específico da leitura
Condição neurodivergente que afeta a forma como o cérebro processa a leitura e a escrita, sem relação com inteligência. É comum haver força em raciocínio visual e criativo.
Dispraxia
Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC)
Perfil ligado à coordenação motora, planejamento de movimentos e organização espacial. Costuma envolver dificuldades com equilíbrio, escrita à mão e sequências motoras.
Altas Habilidades
Superdotação / AH-SD
Perfil neurodivergente marcado por aprendizado acelerado em uma ou mais áreas, alta sensibilidade, curiosidade intensa e frequente sensação de estar 'fora do ritmo' dos pares.
A realidade de quem é neurodivergente
Reportagens, dados e depoimentos que mostram preconceito, falta de informação e barreiras enfrentadas no dia a dia.
Reportagem mostra como o autismo em meninas e mulheres é subdiagnosticado devido a estereótipos que associam o transtorno apenas a meninos, gerando anos de sofrimento silencioso, ansiedade e depressão.
Estima-se que apenas 1 em cada 10 adultos com TDAH no Brasil recebe diagnóstico. A falta de informação faz com que sintomas sejam confundidos com preguiça, desorganização ou falta de caráter.
Relatório da ONU aponta que a maioria dos adultos autistas enfrenta desemprego crônico, mesmo qualificados, por falta de adaptações razoáveis e preconceito nos processos seletivos.
Alunos com dislexia relatam humilhação pública, rótulos de 'burros' ou 'preguiçosos' e a ausência de professores capacitados para reconhecer sinais do transtorno de aprendizagem.
Profissionais neurodivergentes contam por que evitam se declarar no trabalho: medo de demissão, de serem vistos como incapazes ou de terem promoções barradas — mesmo com desempenho reconhecido.
Apesar de a legislação garantir atendimento educacional especializado, menos de 1% dos estudantes com altas habilidades é identificado. Muitos são vistos apenas como 'crianças difíceis' ou 'agitadas'.
Adultos relatam décadas sem saber que tinham dispraxia (TDC), sendo alvo de piadas por trombar em móveis, ter letra ilegível ou dificuldade com esportes — sinais frequentemente ignorados por médicos.
Pesquisa mostra que a maioria das pessoas neurodivergentes já ouviu comentários preconceituosos como 'todo mundo é um pouco autista' ou 'TDAH é frescura', reforçando o estigma e o isolamento.
1. Você responde 58 perguntas curtas, uma por vez, em uma escala de "nunca" a "sempre", inspiradas em instrumentos validados (ASRS v1.1, AQ-10, DAST, DSM-5/ADC, Renzulli/Dabrowski).
2. O app calcula uma pontuação percentual por perfil.
3. Você recebe uma leitura educativa, com sugestões de próximos passos.
4. Pode salvar o resultado no dispositivo e compartilhar um resumo com profissional.
Perguntas frequentes
Esclarecendo mitos, dúvidas comuns e os desafios reais de viver com neurodivergência. Ver FAQ completo por temas →
Neurodivergência é uma doença?▼
Não. Neurodivergência descreve variações naturais do funcionamento do cérebro — como TDAH, autismo, dislexia, dispraxia e altas habilidades. O modelo da neurodiversidade entende essas diferenças como parte da variedade humana, não como defeitos a serem 'curados'. O que muitas vezes causa sofrimento são barreiras sociais, falta de acomodações e preconceito.
Não. Todo mundo pode se distrair ou sentir desconforto social algumas vezes, mas o diagnóstico envolve padrões persistentes e significativos que impactam várias áreas da vida ao longo do tempo. Frases como 'todo mundo é um pouco autista' minimizam barreiras reais e o esforço diário de pessoas neurodivergentes para se adaptar a um mundo predominantemente neurotípico.
Não. Essas condições acompanham a pessoa ao longo da vida. Muitos adultos só recebem diagnóstico depois dos 30, especialmente mulheres e pessoas não brancas, cujos sinais são frequentemente ignorados ou interpretados como preguiça, ansiedade ou falta de caráter. O diagnóstico tardio pode gerar anos de baixa autoestima e dificuldades evitáveis.
Neurodivergência é frescura, preguiça ou falta de esforço?▼
Não. Estudos em neuroimagem e genética mostram bases biológicas para condições como TDAH, autismo e dislexia. Dificuldades com organização, leitura, coordenação motora ou interação social não são escolhas. Acomodações — como ambientes silenciosos, instruções claras ou tecnologia assistiva — não são privilégios, são formas de igualar oportunidades.
Não. O Neuro Pass é uma ferramenta educativa e de triagem, não um diagnóstico. Ele pode ajudar a identificar sinais e preparar você para conversar com profissionais qualificados, como psicólogos, psiquiatras, neurologistas, fonoaudiólogos e neuropsicólogos. Somente uma avaliação clínica pode confirmar uma condição neurodivergente.
O diagnóstico pode abrir caminho para tratamentos, terapias, acomodações no trabalho e na escola, e, principalmente, autocompreensão. Muitas pessoas relatam alívio ao entenderem que suas dificuldades têm um nome e que não são 'erradas' — apenas funcionam de forma diferente.
Altas habilidades também contam como neurodivergência?▼
Sim. Pessoas com altas habilidades, superdotação ou giftedness têm funcionamento cognitivo fora da média, o que também se encaixa no espectro da neurodiversidade. Isso pode incluir intensidade emocional, pensamento acelerado, sensibilidades específicas e desafios de encaixe social — experiências frequentemente invisibilizadas.
Capacitismo é a discriminação e o preconceito contra pessoas com deficiências ou condições neurodivergentes. No dia a dia, aparece como piadas, estereótipos, negação de acomodações, exigência de 'normalidade' ou a ideia de que a pessoa precisa se esforçar mais para merecer oportunidades. Combater o capacitismo começa com informação, escuta e inclusão real.